
Da Redação - A receita dos municípios de Mato Grosso do Sul (MS) enfrenta um cenário desafiador em 2026, marcado por quedas nas principais fontes de transferência, como o Fundo de Participação dos Municípios (FPM) e o ICMS, impactando o orçamento local.
O conflito armado provocado por EUA e Israel na região do Golfo Pérsico, em ataques ao Irã, e consequentemente, a reação iraniana que também ataca bases dos EUA na região - e ainda, os ataques de Israel ao Líbano, vem provocando uma crise econômica no mundo que pode a cada dia se acentuar cada vez mais. A crise do petróleo. Os preços dispararam.
Em meio as consequências da guerra, os problemas aumentam e atinge a arrecadação dos Estados Brasileiros. Em MS, os prefeitos municipais estão sentindo a baixa nas receitas, e isso passa a ser preocupante.
Sidrolândia: De acordo com os dados financeiros disponíveis no portal transparência da Prefeitura, a receita do município caiu de R$ 98.088.243,65, entre janeiro e março de 2025, para R$ 76.115.855,00 no mesmo período de 2026,uma redução de R$ 21,97 milhões.
- Queda no FPM: A terceira parcela do FPM em fevereiro de 2026 teve uma redução de 1,49%, resultando em cerca de R$ 67 milhões para os municípios do MS. Em março de 2026, as prefeituras registraram uma nova queda de quase 3% na média do FPM.
- Queda no ICMS: O estado registrou uma queda de 31,4% na arrecadação de ICMS em janeiro de 2026, com destaque para a redução de 43% no ICMS do gás natural, afetando os cofres estaduais e, consequentemente, os repasses municipais.
- Medidas de Contenção: Diante da crise fiscal e queda de receitas, prefeituras como Nova Alvorada do Sul e Sidrolândia (que teve queda de 22,4% na arrecadação) publicaram decretos de contenção de despesas.
- Situação Fiscal: Relatórios baseados no 5º bimestre de 2023 indicaram que 26 dos 79 municípios de MS estavam com gastos acima do limite de alerta, uma situação que tende a se agravar com a queda de receitas em 2026.
- Campo Grande: A capital, Campo Grande, registrou uma arrecadação R$ 588 milhões menor em 2025, limitando investimentos.




















