27 de Novembro, 2025 18h11mNoticias

Empréstimo de R$ 15 mil com agiotas sobe para R$ 78 mil e vira caso de polícia

Uma mulher de 33 anos denunciou um casal, sendo o homem de 26 anos e a mulher de 32, por suposto crime de extorsão e agiotagem, ao cobrarem mais de R$ 68 mil de juros exorbitantes de um empréstimo, além de ameaçá-la e perseguirem.

Uma mulher de 33 anos denunciou um casal, sendo o homem de 26 anos e a mulher de 32, por suposto crime de extorsão e agiotagem, ao cobrarem mais de R$ 68 mil de juros exorbitantes de um empréstimo, além de ameaçá-la e perseguirem. Boletim de ocorrência foi registrado em junho e segue na Justiça.

A vítima disse que trabalha em um laboratório e ganha R$ 1,7 mil por mês. Segundo o boletim de ocorrência, ela conheceu o casal através do irmão, pois além de agiotas, eles trabalham com compra e venda de ouro e o irmão já havia mandado fazer uma pulseira de ouro para o sobrinho.

Por precisar do dinheiro, ela foi até os agiotas pedir o empréstimo de R$ 15 mil, sendo acordado a devolução no valor de R$ 25 mil em 30 dias, ou seja, R$ 10 mil de juros.

Por se tratar de um valor alto, foi pedida uma garantia. Como sabia que tinha um dinheiro a receber, a vítima deu como garantia a cópia do contrato de compra e venda e uma cópia da escritura da casa onde morava.

No entanto, no dia combinado para o pagamento, em 28 de novembro de 2024, o casal foi até o trabalho da vítima e mudou os termos, exigindo o pagamento de R$ 48,5 mil. Ela não realizou o pagamento por não concordar com os juros altos.

A mulher conta que fez dois pagamentos, de R$ 19,5 mil cada, totalizando R$ 39 mil, mas, ainda assim, a agiota disse que ela estava em dívida.

“Eu peguei esse dinheiro emprestado com eles, pois na época eu estava passando por um processo de divórcio e eu sabia que tinha um dinheiro para receber. Caso não desse certo, minha mãe também tinha um dinheiro para receber de herança, pois minha avó havia falecido há pouco. Acabou que foi a minha mãe que pagou a dívida com a herança”, disse.

Mesmo com o pagamento de quase R$ 40 mil, a mulher continuou a cobrá-la, dizendo que os juros eram de R$ 1 mil por dia.

A vítima diz que a agiota foi até o trabalho dela com um recibo, dizendo que faltava R$ 500 para ela pagar e, por medo de ser constrangida na frente dos colegas de trabalho, acabou assinando o recibo.

Posteriormente, em 18 de janeiro deste ano, ela foi novamente procurada pelo casal, onde foi informada que a dívida foi reajusta para R$ 78 mil.

Além de intimidá-la no trabalho, o casal também teria ido até a residência da vítima, dizendo que “não teria nada a perder”. “Eles vão 'fazer' você. Você vai ver. Fica aí pagando pra ver”, teria dito a suspeita.

Com medo de sofrer algum tipo de agressão e com a saúde mental abalada, ela apresentou atestado médico para se afastar das atividades profissionais e procurou a Delegacia de Polícia Civil para registrar boletim contra o casal.

A vítima ressaltou que todas as ameaças são feitas presencialmente ou por telefone e que a mulher nunca disse nada comprometedor por escrito, para não deixar registro.

Mesmo assim, ela apresentou cópias de mensagens de WhatsApp, onde constam as ameaças, além da cópia de comprovantes bancários, que demonstram os valores que ela recebeu e também os que foram pagos aos suspeitos.

Versão da acusada
A suposta agiota já foi presa anteriormente pelos crimes de tráfico de drogas, em 2010, e porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, em 2013.

Publicidade

Na Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Roubos e Furtos (Derf), a acusada negou trabalhar como agiota e disse que nunca emprestou dinheiro a juros, afirmando que trabalha com vendas de roupas, acessórios, ouro, joias e semi-joias, por meio de loja online.

Com relação ao marido, ela disse que ele trabalha como ourives, na compra, venda e fabricação de peças em ouro e prata.

Sobre a denúncia da vítima, ela informou que ambas eram amigas, tendo participado inclusive do casamento dela. Durante o processo de separação, a mulher teria pedido ajuda, pois estava precisando de dinheiro, além de ter uma filha com problemas de saúde, e que ela sempre teria ajudado, mas com valores menores e sem cobrar juros.

Até que, em novembro do ano passado, a mulher teria pedido o valor de R$ 40 mil e oferecido a casa como garantia.

"Eu falei primeiro com meu marido e concordamos em ajudá-la. Eu pedi para meu advogado fazer um contrato colocando a casa em garantia da dívida. Ele fez o contrato, eu reconheci firma no cartório, depois eu mandei para ela e ela também reconheceu firma", disse a suposta agiota.

Ainda segundo a acusada, o combinado era que o valor seria pago em 30 dias, sem juros, mas que a mulher não cumpriu o combinado.

"Passou os 30 dias e ela não me pagou e eu comecei a mandar mensagem para ela. Ela disse que ainda não tinha saído o dinheiro do divórcio, eu esperei mais uns dias e nada. Quando foi dia 14 de janeiro, eu fui na casa dela, mas eu fui para conversar com ela. Emprestei o dinheiro na maior boa vontade e ela nada de me pagar, quando cheguei lá ela nem quis me atender", disse a acusada, acrescentando que o marido da mulher teria saído armado.

 

 

 

Publicidade

Comentários

Notícias relacionadas

Pintado, pacu e dourado pescados durante piracema rendem multa de mais de R$ 30 mil em MS

Espécies nativas como pintado, dourado, curimbatá, pacu, cachara, ximboré, piauçu e piapara resultaram em R$ 34,2 mil em multas e na doação de 250 kg de pescado para entidades filantrópicas e f

14 de Dezembro, 2025

STJ condena servidores de MS que receberam R$ 770 mil em salários indevidos

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) restabeleceu a condenação de três servidores estaduais de Mato Grosso do Sul pelo recebimento indevido de remunerações, que somadas ultrapassam R$ 770 mil.

12 de Fevereiro, 2026

Prefeito edita decretos para garantir a segurança, lazer e recreação das pessoas nos parques e praças de Costa Rica

Da Redação - O prefeito de Costa Rica, Cleverson dos Santos (PP), editou dois decreto - um regula o uso de bicicletas elétricas, ciclomotores, scooters elétricas, patinetes elétricos e outros aut

30 de Janeiro, 2026