
A Polícia Civil afirma que uma dívida do filho da vereadora Elisane Rodrigues do Santos (PT) com o tráfico de drogas motivou o assassinato dela em Formigueiro, na Região Central do Rio Grande do Sul. O suspeito de ter cometido o crime, um jovem de 18 anos, está preso – a Polícia Civil procura, agora, o mandante.
O delegado Antônio Firmino de Freitas Neto, responsável pela investigação, conta que "a morte teria sido uma ordem de um chefe de um grupo criminoso que atua na região".
Ela foi morta logo após participar de uma sessão na Câmara Municipal. A vereadora do PT era atuante e combativa, na luta pelas causas sociais. A vereadora era bastante atacada com palavras pelos bolsonaristas do município de Formigueiro-RS.
A parlamentar foi encontrada morta com múltiplos golpes de faca na manhã da terça-feira 17. A suspeita é a de que o crime tenha ocorrido pouco depois de sua participação em uma sessão na Câmara Municipal na noite da segunda-feira 16.
As provas obtidas pela Polícia Civil indicam que Elisane foi atraída pelo suspeito até o local do crime sob o pretexto da venda de carne. Ele seria conhecido da vereadora e pretendia vender o produto "muito abaixo do preço", segundo o delegado Firmino.
No local, o suspeito criou a emboscada e atacou Elisane com pelo menos 10 facadas. Ele confessou à Polícia Civil que descartou a faca em um açude localizado em Rincão dos Machados, no interior da cidade.
O suspeito foi levado até o Presídio Estadual de São Sepé. O Ministério Público (MP) solicitou à Justiça a conversão da prisão em preventiva, que foi decretada na noite de sexta-feira (21).
Quem era Elisane
Elisane, de 49 anos, filiada ao PT, era técnica de enfermagem e a única mulher entre os nove vereadores da cidade. Era o primeiro mandato dela. A morte da mulher causou comoção entre movimentos sociais e lideranças políticas, que afirmaram que ela era voz ativa na defesa dos direitos das comunidades Quilombolas e das mulheres.



















